Após quase três semanas de negociações, chegou ao fim, da manhã desta quinta-feira, o imbróglio entre o consórcio responsável pelas obras do Maracanã e os trabalhadores do estádio. Em assembleia realizada dentro do estádio, os operários aceitaram a oferta final de 11% de reajuste salarial e descartaram iniciar nova greve.
Diferentemente das reuniões anteriores, a assembleia desta quinta ocorreu no interior da reforma do palco das finais da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, uma vez que o entorno do Maracanã passa por obras.
Além dos 11% de reajuste salarial, os operários terão um aumento no valor das cestas básicas (R$ 330) e 80% de hora extra. A princípio, o pedido do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro (Sintraicp) era de 15% de reajuste salarial, cesta básica de R$ 330 (o que foi atendido) e 100% de hora extra.
Apesar das constantes ameaças de greve, as obras do Maracanã só foram paralisadas durante a negociação na última segunda. No mesmo dia, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, interviu e se reuniu com os representantes dos trabalhadores no Palácio da Guanabara, quando foi feita uma nova proposta.
Foto do Maracanã na última terça-feira: paralisação durou apenas um dia (Foto: Marcelo Baltar)