segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Operários do Maracanã paralisam as obras do estádio por um dia

As obras de reforma do Maracanã estão paralisadas até a manhã desta terça-feira. Insatisfeitos com os benefícios oferecidos pelo Consórcio que administra a reforma do estádio, os operários resolveram não trabalhar. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro (Sintraicp), Nilson Duarte, houve uma assembleia em que todos foram aconselhados a voltarem para suas casas.

- Como não andou a negociação, os trabalhadores resolveram parar a obra. Fiz uma assembleia, mas amanhã retorna todo mundo. Vou negociar com o Maracanã. Quem quiser trabalhar, pode, mas foram aconselhados a voltarem para suas casas. Na segunda, faremos outra assembleia para definir tudo e poderá ter uma greve maior - disse Nilson Duarte.

Na última sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro (Sintraicp) e o Consórcio do Maracanã se reuniram para tratar das reivindicações feitas pelos operários, mas nada foi decidido e uma nova conversa foi remarcada para quinta-feira dessa semana. Após o encontro, Nilson Duarte chegou a dizer que seria "um tiro no pé" paralisar as obras antes de uma nova conversa com o governo.

O Sindicato pede ao consórcio responsável pelo estádio um reajuste salarial de 15%, mais cesta básica de R$ 330, plano de saúde também para familiares, participação nos lucros de dois salários, além de hora extra de 100%. O consórcio, por sua vez, já ofereceu aumento de 8% além de cesta básica de R$ 250 e bonificação de R$ 150. Nilson Duarte acha que a proximidade da data de entrega do Maracanã, que está anunciada para 24 de abril, pode ser favorável aos trabalhadores.