Preocupado com o possível desânimo de parte do grupo, o técnico Marcelo Oliveira começou a introduzir uma espécie de rodízio entre os jogadores menos badalados. Depois de levar Renato Augusto para Campinas, onde o Vasco empatou com a Ponte Preta, no último domingo, Dakson é a bola da vez. Contratado ao Levski Plovdiv, o meia será relacionado pela primeira vez, na partida contra o Figueirense, sábado, em São Januário, e poderá fazer sua estreia.
O desfalque de Carlos Alberto também abriu brecha para que outros jogadores do setor fossem observados de perto. Assim, Dakson tomou a frente de Pipico, Chaparro e Jonathan - elogiado pelo comandante -, por exemplo, ao participar do treino tático entre os reservas. A seu lado, estavam Jhon Cley e William Barbio, formando o trio ofensivo à espera de espaço.
A história do jogador, que ainda não integra a lista do site oficial do clube, é recheada de controvérsia desde que chegou, em julho. Ligado ao empresário Pedrinho Vicençote, que aluga o reformado CT da base, em Itaguaí, à diretoria, Dakson foi contratado a mando do presidente Roberto Dinamite, o que desconcertou integrantes do departamento de futebol. Seu currículo é muito discreto para ser o substituto de Diego Souza que o elenco precisava no momento.
Como a negociação foi de última hora, a regularização esbarrou no limite da janela de transferências internacionais para o Brasil, e o meia só foi inscrito há duas semanas.