terça-feira, 18 de setembro de 2012

Cruzeiro 1 x 1 Vasco da Gama: Retorno "triunfal" de Renato Silva atrapalha Vasco, que desperdiça caminhão de chances

Vasco x Cruzeiro

Marcelo Sadio/vasco.com.br

Em jogo realizado em Varginha e válido pela 25ª rodada do Brasileirão, Cruzeiro e Vasco empataram em 1 a 1 na tarde deste domingo. Com o resultado, o Vasco se mantém no G4 e diminui para 10 pontos a diferença para o líder, ficando com a 4ª colocação. O Cruzeiro, que na próxima rodada pega o São Paulo no  Morumbi, está na 8ª posição. O próximo compromisso do time de São Januário é ir à Campinas enfrentar a Ponte Preta

Renato Silva abre placar para o Cruzeiro e Nilton iguala. Gramado ruim e forte calor mantém 1º tempo em marcha lenta.


Com Éder Luís e Tenorio formando a dupla de ataque, o Vasco começou o jogo a todo vapor, como era de se esperar. Juninho chegou bem próximo a pequena área do Cruzeiro antes do primeiro minuto e conseguiu escanteio. Mas Renato Silva - voltando ao time após três meses aguardando sua regularização - deu um banho de água fria no ímpeto vascaíno. Aos 4 minutos, Everton cruzou da esquerda e o zagueiro mandou de cabeça para o gol, marcando contra.

Aos 9, por muito pouco o Cruzeiro não amplia. Wellignton Paulista cruzou da esquerda na cabeça de Wallyson, que mandou no contra-pé de Prass e viu o goleiro realizar defesa dificílima. E foi nesse momento que o Vasco começou a equilibrar a partida e passou a ter maior volume de jogo. O Cruzeiro deixou de chegar facilmente pela esquerda com Everton, explorando a fragilidade do setor.

Com 28 minutos jogados, veio o empate. Juninho cobrou falta na área, Fábio afastou mal de soco e Nilton estufou as redes do Cruzeiro. A superioridade dos visitantes se manteve, porém sem chances claras. O gramado e a temperatura atrapalharam a vida de ambos os times. Aos 40 minutos, quase a virada vascaína. Nilton levantou na cabeça de Tenorio, que testou no chão, mas Fábio mostrou agilidade e pegou.

Wallyson teve uma última boa oportunidade aos 44, quando recebeu com espaço dentro da área. Mas o atacante bateu em cima de Prass, que realizou a defesa em dois tempos.

Visitantes realizam verdadeiro festival de chances perdidas e Cruzeiro não consegue agredir

Bastaram dois minutos de segundo tempo para o Vasco ter a chance mais clara do jogo. Éder Luís conseguiu desviar lançamento longo de cabeça e deixou Tenorio na cara do goleiro Fábio. O atacante equatoriano driblou o arqueiro cruzeirense, mas na hora da finalização pegou mal na bola, mandando direto pra fora e perdendo chance incrível de virar a partida.

Aos 8, mais uma oportunidade real de gol para o Vasco, que saiu mas acabou anulado. Dedé se aventurou no ataque e conseguiu driblar o marcador e tocar pra trás, buscando Carlos Alberto, mas Tinga chegou cortando. O problema é que o corte acabou nos pés de Tenorio, após furada da zaga, que mandou no cantinho, mas estava impedido no passe de Dedé, no início do lance.

O Cruzeiro tentava aproveitar os espaços deixados pelo Vasco em seus avanços, mas sempre parava na marcação principalmente de Dedé, Nilton e Wendel.

Com 14 minutos de jogo, seguia a pressão cruzmaltina, embalada pelos cantos entoados pelo setor visitante que teve seus ingressos esgotados. Juninho descolou ótimo passe para Carlos Alberto - impedido -, que simplismente chutou de primeira e mandou sem direção, à esquerda de Fábio, quase na pequena área, desperdiçando mais uma vez o que seria a virada.

Com tantas chances em tão pouco tempo, o time do estreante Marcelo Oliveira por pouco não viu uma máxima do futebol se realizar. "Quem não faz, leva", já diria o ditado, e um minuto depois da última chance desperdiçada, Wellington Paulista recebeu cruzamento e testou para baixo. A bola saiu forte e Fernando Prass salvou à queima-roupa, com os pés.

Os primeiros quinze minutos eletrizantes pareceram cansar ambas as equipes, que começaram as várias substituições, nenhuma direcionada para ganhar a partida. Idos 33 minutos do segundo tempo, ocorreu o terceiro pecado do Vasco na partida. Dedé subiu livre em cobrança de escanteio e testou com estilo, visando o canto direito de Fábio, mas a bola novamente saiu, para desespero do defensor. O goleiro celeste apenas olhou.

Com o jogo em ritmo constante, porém lento, não houveram mais chances claras e no fim já parecia que as duas equipes ansiavam o apito final do árbitro.