Eder Luis no treino do Vasco
(Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
Antes sinônimo de arrancadas e assistências que infernizavam a defesa adversária, Eder Luis tem se rendido à marcação e não vem conseguindo ser nem de longe o atacante perigoso que levou o Vasco a grandes vitórias em 2011. A temporada recheada de lesões e até problemas relativos à renovação de contrato prejudicaram o rendimento do camisa 7, que admite as dificuldades, mas ainda sonha com a volta por cima nos últimos dois meses de bola rolando no Brasileirão.
- Espero que as lesões parem de vez e eu possa ter uma sequência. Quando se tem um ano difícil, aparece sempre algo a mais para atrapalhar. Está longe de ser o Eder, eu sei. Mas ainda tem tempo para melhorar e ajudar ao Vasco esse ano - afirmou.
De acordo com o técnico Marcelo Oliveira, que o revelou no Atlético-MG, seu estilo de jogo depende muito da explosão física. O atacante assina embaixo e lembra que, sem ritmo, ficou refém da produção da equipe, que não ajudou recentemente e também perdeu o rumo.
- Perdi muito o ritmo e a confiança. Realmente a condição física é muito importante para mim, e a equipe caiu de rendimento, o que atrapalha mais um pouco e faz aparecer mais (a má fase pessoal) - disse o atacante, que terá Tenorio como companheiro pela primeira vez em seu retorno ao time titular, neste domingo, contra o Cruzeiro, em Varginha, Sul de Minas Gerais.
Espero que as lesões parem de vez e eu possa ter uma sequência. Quando se tem um ano difícil, aparece sempre algo a mais para atrapalhar. Está longe de ser o Eder. Mas ainda tem tempo para melhorar e ajudar ao Vasco"
Eder Luis
- É um jogador com características diferentes da do Alecsandro, joga mais em outra posição, mas pode dar certo, sim. Pena que não pôde nos ajudar mais no ano, teve uma contusão séria (rompeu o tendão de Aquiles, foi operado e ficou fora por cinco meses). É importante essa entrada do Tenorio no time, porque o Alecsandro sofreu muito tendo que jogar sempre. Não estávamos num momento bom, e ele conseguiu ser decisivo. Vamos procurar nos movimentar, que é o que temos de melhor e confundir a cabeça da marcação adversária.
Outro ponto destacado foi a saída do lateral-direito Fagner. A dupla costumava fazer muitas jogadas pela ponta, e o atacante reconheceu que sente falta do ex-companheiro.
- Estávamos bem entrosados. Era um dos jogadores mais ofensivos que tínhamos e tabelava muito comigo. Mas no futebol isso é normal. Não posso depender de um outro companheiro. Tem sido difícil, mas vou passar por isso - reforçou.
Quem roubou a cena após o treino desta sexta-feira foi o filho de Eder Luis, Davi Luis, de três anos, que entrou no gramado do CFZ e brincou com os jogadores, até "defendendo" o pai em um momentos quando alguns simularam briga com o camisa 7 cruz-maltino.