Em primeiro tempo de poucas chances, gramado, Prass e Love "abrem" o placar para o Flamengo
Escalado novamente com Felipe e Juninho no meio campo, o Vasco começou a partida sofrendo para executar a marcação no campo de ataque, como parecia ter orientado o técnico Cristóvão Borges. Apesar de alguns passes perigosos, o Flamengo errava menos.
Logo aos 4 minutos, numa dessas rápidas trocas de passe, o rubro-negro chegou com extremo perigo. Negueba recebeu bola aberta na direita com bastante espaço e tocou na passagem para Luiz Antonio, que ficou com o gol à sua direita e Love e Thomás dentro da área. O "único" problema era Dedé fechando a linha de passe, o que fez o meia arriscar o chute para o gol, para desespero de Love.
Com problemas na saída de bola, o Vasco apelava muito para os lançamentos. Aos 5, Nilton prendeu demais e perdeu para Negueba, que foi desarmado por Dedé na sequência, em lance perigoso. Quando conseguia sair organizadamente, o time cruzmaltino tinha no lado direito sua principal arma, com o trio formado por Auremir, Éder Luís e Juninho chegando um pouco mais pelo meio. Éder passou por Ramon com facilidade aos 11 e seria um lance perigoso, mas o jogador invadiu a área e chutou mais chão do que bola, desperdiçando o ataque.
O mesmo Éder foi quem sofreu falta muito perigosa para o Vasco, na entrada da área pelo lado direito. Na principal chance para o cobrador oficial do time, Juninho pegou mal na bola e fez cara de poucos amigos quando viu aonde foi parar sua cobrança, bastante acima da meta de Felipe. Mesmo assim, a bola levantada na área foi bastante tentada.
E foi numa dessas jogadas que o Vasco por muito pouco não abriu o placar. Juninho levantou na área, houve o desvio e Felipe salvou; na sequência nova cabeçada e Felipe espalmou na trave; na terceira chance, a defesa mandou pra longe da área. Um minuto depois, Felipe - do Vasco - enfiou linda bola para Wendel, que bateu no canto e obrigou Felipe e praticar mais uma excelente defesa.
O Flamengo estava mais bem organizado em campo, mas ainda não havia conseguido finalizar com perigo à meta de Prass. Ramon, que estava querendo jogo, arrancou do meio campo, passou pela marcação e finalizou rasteiro, com força. Prass tentou segurar mas foi traído pelo gramado, que levantou levemente a bola e permitiu o rebote, nos pés de Love que não titubeou: um a zero Flamengo.
Flamengo desperdiça chances incríveis mas ainda assim é muito superior
Tão logo o segundo tempo começou e Dedé avançou e arriscou de longe, mandando à direita de Felipe. O lance foi o retrato do que seria o segundo tempo. Aguerrido, o time cruzmaltino buscava o empate a todo mundo, sem porém, muita organização nas jogadas ofensivas. Com Carlos Alberto no lugar de Felipe no intervalo, o time ganhou em velocidade, não o suficiente para criar jogadas de ataque.
O Flamengo, bem melhor postado dentro das quatro linhas, esperava o momento certo para atacar, e enquanto isso tentava trabalhar a bola com alguma tranquilidade, apesar do alto número de passes errados das duas equipes. Negueba, um pouco mais recuado no segundo tempo, trabalhava com Thomás pela direita, dificultando a vida do lateral William Matheus.
Contando mais com vontade e sorte do que com técnica, os vascaínos tiveram nos pés de Carlos Alberto as duas únicas chances do segundo tempo: uma bomba de fora da área que o goleiro rubro-negro mandou pra escanteio, aos 11; e aos 14, na sobra de um escanteio na pequena área, que o meia desviou no susto e Felipe se recuperou no lance para fazer a defesa. Depois, o Vasco se limitou aos levantamentos de Juninho na área, quase todos refugados pela defesa flamenguista.
Jogando com o resultado, o Flamengo tinha muito espaço nos contra-ataques. Aos 21 minutos, a defesa do Vasco estava totalmente desorganizada, mas um erro de passe quebrou a jogada rubro-negra. Adryan - que havia entrado no lugar de Thomás, pouco antes - não desistiu e roubou bola de Wendel, deixando para Luiz Antonio. O meia adiantou para Love, que marcou seu segundo na partida, mas em posição de impedimento, o tento foi anulado. Logo depois do lance, Cristóvão - preocupado com a proteção à zaga - tirou Wendel e pôs em campo Eduardo Costa.
E o jovem atacante do Flamengo entrou querendo aproveitar a chance dada pelo técnico Dorival Júnior. Aos 38, ele puxou ótimo contra ataque, passou sem problemas pelo marcador e cruzou rasteiro na medida para Léo Moura, na segunda trave e sem goleiro, perder gol inacreditável. O lateral tentou chegar de carrinho, mas a bola ficou presa em suas pernas e quando ele finalmente conseguiu empurrar, Juninho, incansável, mandou pra linha de fundo.
Entre levantamentos na área pelo Vasco e contra ataques desperdiçados pelo Flamengo, só houve tempo de Juninho cobrar falta em cima da barreira (que não respeitava o espaço regulamentar) antes do apito final do árbitro, decretando a freguesia do Vasco para o rival em Brasileiros, agora com uma vitória a menos.